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Decorreu no dia 19 de Março, em Belgrado, uma reunião da Região Europa do Conselho Mundial da Paz (CMP) que contou com a presença de representantes de Portugal, Grécia, Suécia, Finlândia, Turquia, Suíça, Itália, República da Irlanda, Alemanha, Dinamarca, Chipre e Ucrânia.

 

Transcrevemos abaixo a intervenção do Conselho Português para a Paz e Cooperação, coordenador da Europa do CMP, proferida por Ilda Figueiredo.

Estimados Amigos

Saúdo-os a todos em nome do Conselho Português para a Paz e Cooperação, agradecendo igualmente ao Fórum Belgrado a possibilidade de realizarmos esta reunião. Permitam-me uma saudação especial a Socorro Gomes, Presidente do Conselho Mundial da Paz por estar aqui connosco, o que, aliás, também fez aquando da nossa última reunião em Portugal, no início de Junho do ano passado. Saudação que também fazemos aos Secretários Geral e Executivo.

Tal como então decidimos, procuramos realizar esta nova reunião da Região Europa na Primavera deste ano. Aproveitámos a Conferência Internacional do Fórum de Belgrado em colaboração com o CMP para organizar esta reunião da Região Europa.

Desde a última reunião em Portugal, vive-se o agravamento da situação internacional e multiplicam-se graves ameaças ao direito soberano dos povos de escolherem livremente o seu modo de viver, o seu destino. A crise do capitalismo está a intensificar as agressões imperialistas no plano mundial, com ingerências e intervenções externas cada vez mais perigosas que, novamente, se intensificam também na Europa, seja com os autênticos pactos de agressão que o directório das grandes potências da União Europeia, através da troika, vai impondo a povos e países como Portugal, Grécia, Chipre, Irlanda, seja com o recurso a golpes de estado como o que foi promovido pelos EUA, a NATO e a UE com suporte em grupos de extrema direita, de cariz fascista e neo-nazi, de que é exemplo a situação na Ucrânia.

Estamos aqui, em Belgrado, onde são bem conhecidas as ingerências externas e a agressão da NATO de que os povos da Jugoslávia foram vítimas há 15 anos (não sei se é aqui ou noutra intervenção que se falará do significado da agressão à Jugoslávia como primeiro passo, não conjuntural, da ofensiva imperialista contra a soberania dos povos e a independência dos Estados, dirigida pelos EUA e a NATO com o seu renovado conceito estratégico ofensivo). Depois disso, as agressões não pararam. Sabemos o que se passou no Iraque, Afeganistão, Líbia, Líbano, e, mais recentemente, na Síria, sem esquecer todo o drama de agressões que prosseguem na Palestina e que também já atingiram várias zonas de África.

Na reunião recente do Executivo do Conselho Mundial da Paz, que se realizou em finais de Novembro, em Caracas, tivemos oportunidade de ouvir dos nossos companheiros da República Bolivariana da Venezuela a sua determinação de defender a revolução Bolivariana da autêntica guerra económica que, com a inaceitável ingerência e o apoio dos EUA, a oposição reaccionária desenvolve na tentativa de recuperar para apenas uma minoria os privilégios do petróleo e de retirar ao povo o progresso social que obtiveram com uma partilha justa da riqueza do país.

Ali reafirmámos a apreciação da situação na Europa, onde a profunda crise económica do capitalismo cria novos sofrimentos para milhões de pessoas, onde se agravam desigualdades sociais, cresce o desemprego e a pobreza a afectar mais de 120 milhões de pessoas, pondo em risco o futuro dos jovens. Até a fome e a miséria voltam a alastrar como há muito não acontecia, enquanto, por outro lado, se multiplicam os imensos lucros do grande capital e das multinacionais e a Alemanha volta a apresentar excedentes.

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