fim a agressao externa a siria 1 20200414 1534401223

Desde há nove anos que a República Árabe Síria enfrenta uma brutal agressão externa.

Tal como sucedeu na Líbia, pouco antes, as principais potências ocidentais e as suas aliadas regionais, escudando-se atrás de grupos terroristas (que armam, treinam e financiam), impuseram a agressão e a destruição do país, visando derrubar o seu governo e mudar o regime político-constitucional da Síria, controlar os seus recursos naturais e remover um dos principais obstáculos ao controlo total da região.

O saldo desta agressão é, a todos os níveis dramático: dezenas de milhares de mortos e feridos, milhões de deslocados e refugiados; incalculáveis danos económicos, materiais e patrimoniais; graves problemas económicos e sociais causados não apenas pela guerra, como pelas violentas sanções e bloqueios impostos pelas potências ocidentais.

 

A agressão militar foi acompanhada por uma não menos intensa guerra mediática, com mentiras e acusações infundadas contra as autoridades sírias de ataques químicos contra a sua população, que mais não pretendiam do que justificar uma ofensiva militar direta por parte dos EUA e seus aliados da NATO, como o Reino Unido ou a França.

Mas ao contrário do que sucedeu na Líbia, os agressores não alcançaram os seus objetivos: não só o povo sírio, organizado em torno das forças patrióticas e do Exército Árabe Sírio, conseguiu resistir à agressão, , tendo contado com o apoio de aliados estrangeiros, como conseguiram já libertar grande parte do território dos grupos terroristas ligados ao autoproclamado Estado Islâmico e a diferentes ramos da Al-Qaeda e iniciar a reconstrução do país.

No entanto,sob ocupação externa ilegal – designadamente de forças militares norte-americanas, israelitas e turcas – permanecem áreas da Síria, nomeadamente as que possuem maiores reservas de petróleo, sendo frequentes os bombardeamentos de Israel contra território sírio e os ataques das forças militares turcas em suporte dos grupos terroristas que a Turquia activamente apoia.

Logo em 2011, aquando do início da agressão, o CPPC denunciava a desestabilização que, a partir do exterior, se procurava fomentar na Síria, através da da instrumentalização de problemas internos. Já então era evidente o objetivo de promover o conflito, o bloqueio económico e político e abrir caminho para a agressão militar direta, que só não se concretizou graças à combatividade demonstrada pelas forças militares e patrióticas sírias e dos seus aliados na resistência face à agressão, ao terrorismo e à ingerência.

Hoje, como há quase uma década, é fundamental a retirada de todas as forças estrangeiras ilegalmente instaladas na Síria, o fim do apoio aos grupos terroristas que aí operam.
Há que exigir o levantamento de todas as sanções impostas ao país, sanções tanto mais desumanas quando neste momento prejudicam o combate à pandemia da COVID-19.
Há que respeitar a soberania do povo sírio, a independência e a integridade territorial da República Árabe Síria.
É este o caminho que serve a paz e a estabilidade na Síria e na martirizada região do Médio Oriente, que impede novas vagas de refugiados e respeita a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional.

O CPPC exige das autoridades portuguesas que de uma vez por todas abandone a sua posição seguidista face à criminosa política dos Estados Unidos da América, da NATO e da União Europeia e assuma uma postura coerente com os princípios da Constituição da República Portuguesa, que consagra uma política externa baseada no respeito pela soberania dos Estados, na não ingerência, no desarmamento, na dissolução dos blocos político-militares, na cooperação para o desenvolvimento.

Direção Nacional do CPPC