O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), repudia com veemência os bombardeamentos de Israel contra o Líbano, que em poucas horas mataram centenas de pessoas, feriram milhares e levaram muitas mais a abandonar as suas casas. Os bombardeamentos, intensificados a partir de segunda-feira, 23 de setembro, seguem-se ao inqualificável ataque envolvendo dispositivos eletrónicos (como pagers ou walkie-talkies), que deixaram um rasto de morte e mutilação no país.
Este, que
já é uma das mais graves agressões israelitas contra o Líbano nas últimas décadas, comprova que é Israel - e quem o apoia, desde logo os EUA - o principal factor de desestabilização no Médio Oriente: o genocídio em curso na Faixa de Gaza, o agravamento da repressão na Cisjordânia, as provocações ao Irão, os constantes ataques contra a Síria e o Líbano (que conhecem agora este agravamento) desestabilizam ainda mais aquela região e representam um elevado e preocupante potencial de escalada de guerra, com dimensões regionais.
O CPPC exige do Governo português uma firme condenação dos ataques israelitas e uma ação determinada, em todas as instituições internacionais em que participa, em prol da paz e dos direitos dos povos do Médio Oriente, a começar pelo povo palestiniano: exigindo o cessar-fogo imediato e permanente na Faixa de Gaza e o fim imediato dos ataques e das incursões na Cisjordânia; o levantamento do bloqueio à Faixa de Gaza e a reconstrução do território; o fim da ocupação e dos seus instrumentos (os colonatos, os postos de controlo, o muro de separação, as prisões), o reconhecimento imediato do Estado da Palestina nas fronteiras anteriores a junho de 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e o direito ao regresso dos refugiados.
O CPPC apela uma vez mais à participação nas ações integradas na Jornada Nacional de Solidariedade "Palestina Livre! Paz no Médio Oriente", que decorre em várias localidades do país, entre 2 e 12 de outubro, data em que terá lugar uma manifestação em Lisboa, com início às 15h, no Martim Moniz.
Será uma oportunidade, mais uma, para o povo português fazer ouvir a sua voz em prol da paz, do desarmamento, da soberania e dos direitos dos povos. Como, aliás, está consagrado na Constituição da República Portuguesa.
A Direção Nacional do CPPC
26-10-2024