Conversa "O Desporto e a Paz"

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) sublinha que no momento da nomeação de António Guterres para a importante responsabilidade diplomática de Secretário-geral da Organização das Nações Unidas, a situação mundial caracteriza-se por enormes tensões, por ingerências contra Estados soberanos, pelo atropelo dos direitos dos povos, por guerras de agressão com as suas dramáticas consequências, com a morte e o sofrimento de milhões de pessoas, muitas das quais deslocadas e refugiadas.
O CPPC considera que são grandes os desafios que se colocam ao novo Secretário-geral das Nações Unidas no exercício do seu mandato para garantir o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional que deles decorre, pela defesa dos direitos dos povos – designadamente do seu direito de escolher o seu destino –, rejeitando a instrumentalização da ONU realizada por diversas potências ocidentais, nomeadamente no âmbito da NATO, responsáveis por guerras de agressão, como contra a Jugoslávia, o Iraque ou a Líbia.
O CPPC destaca a necessidade de, no respeito pelo espírito e princípios da Carta das Nações Unidas, ser essencial desenvolver esforços que permitam avançar na resolução justa e pacífica dos conflitos existentes, caminhar no sentido da dissolução dos blocos políticos militares e do fim da corrida aos armamentos, visando a justiça e o progresso social para que a paz seja possível e o futuro da humanidade seja garantido.
7 de Outubro de 2016
Direcção Nacional do CPPC

O CPPC assinalou o Dia Internacional da Paz em Almada, numa sessão promovida em parceria com a Câmara Municipal e o movimento associativo popular, representado pela Associação das Colectividades do Concelho de Almada e pela Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto. Do protocolo assinado entre o CPPC e a confederação, distribuído aos presentes, faz parte precisamente a comemoração desta data em iniciativas descentralizadas envolvendo o movimento associativo.
Na mesa da sessão, realizada na sede da Associação das Colectividades local, estiveram os representantes das organizações promotoras: Jorge Rocha, pela associação anfitriã; Augusto Flor, presidente da confederação; Alain Pereira, chefe de gabinete do presidente do município; e Gustavo Carneiro, da direcção do CPPC.
Cada um à sua maneira, os vários oradores referiram-se à necessária construção da paz, seja a partir do empenho numa associação ou colectividade, seja através da acção política ao serviço das populações e com a sua participação, seja ainda, como frisou o dirigente do CPPC, dando mais força ao movimento da paz e àquelas que são as suas causas e os seus valores: o desarmamento, a solução pacífica dos conflitos, a não ingerência nos assuntos internos dos estados, o respeito pela soberania.
Para além das intervenções, a sessão ficou marcada por uma emotiva componente cultural, da qual constou um momento de poesia pela voz do actor António Olaio, e da música das Cantadeiras da Essência Alentejana, da cantora Sandra Costa e dos músicos João Vieira, José Carita e Rui Freire e ainda de dois elementos da Associação da Gaita de Foles, que fecharam a sessão com chave de ouro, com uma original interpretação da Grândola, Vila Morena.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação participou nas comemorações do Dia Internacional da Paz em Rio Maior, no passado dia 21 de Setembro.
Ao longo do dia várias iniciativas, envolvendo escolas, associações e artistas locais, assinalaram em diversos locais da cidade a efeméride.
No cineteatro municipal foi inaugurada a exposição do CPPC “Construir a Paz com os Valores de Abril” que ficará patente ao público na Biblioteca Municipal de Rio Maior até o final do mês.


Em poucos momentos, como neste tempo que vivemos, terá sido tão importante assinalar o Dia Internacional da Paz – proclamado em 1981 pelas Nações Unidas –, dadas as múltiplas e graves ameaças à paz com que os povos, com que a Humanidade está actualmente confrontada.
É impossível não constatar o incremento do militarismo, da corrida a novas e mais sofisticadas e destruidoras armas, incluindo nucleares, da instalação de novas forças e meios militares, que os Estados Unidos e a NATO estão a promover na Europa e, um pouco, por todo o Mundo – países que, só por si, representam já cerca de metade das despesas militares no mundo.
As inúmeras operações de ingerência e de desestabilização contra Estados soberanos, as guerras de agressão e ocupação, sucedem-se em vários pontos do globo, seja no Médio Oriente, na Ásia Central ou em África, mas também na Europa – Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Iémene, Ucrânia... são palavras que entraram no quotidiano das nossas vidas e que representam nestes países morte, sofrimento e destruição para milhões e milhões de seres humanos.