Outras Notícias

CPPC CONDENA ATENTADOS TERRORISTAS

 

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) expressa o seu mais profundo pesar pelas vítimas dos recentes atentados terroristas perpetrados na Bélgica, que provocaram mais de 30 mortos e cerca de 270 feridos, e transmite às famílias das vítimas e ao povo belga a sua consternação e solidariedade.

O CPPC reafirma a sua condenação de todos os actos de terrorismo, de todas as agressões aos povos, e chama a atenção para o desafio comum que está colocado a todos os amantes da Paz: a mobilização pela causa da Paz, pela denúncia e rejeição de todas as formas de terrorismo – incluindo o terrorismo de Estado –, da opressão, da agressão e da guerra.

Mobilização pela causa da Paz que exige igualmente a rejeição da promoção da xenofobia e do racismo.

O CPPC não pode deixar de denunciar as políticas de agressão e guerra contra Estados soberanos que os EUA, a União Europeia e a NATO continuam a praticar, inclusive, apoiando e usando grupos que espalham o terror e a destruição no Norte de África, no Médio Oriente ou na Ásia Central e, agora, em países da Europa.

O CPPC considera que se coloca a exigência e a premência de parar as agressões e guerras, criar condições favoráveis ao desenvolvimento e progresso social, defendendo a liberdade e a democracia, respeitando os direitos e a soberania dos povos e a independência dos Estados, pugnando pela cooperação e diálogo para a resolução política dos conflitos internacionais de acordo com os princípios da Carta da ONU – objectivo que exige de todos os amantes da Paz um maior envolvimento em favor da causa da Paz e da solidariedade com os povos vítimas destas situações de agressão e guerra.

Não à guerra! Solidariedade com os refugiados!

As contínuas e prolongadas ingerências e guerras de agressão levadas a cabo pelos EUA, a NATO e seus aliados, no Médio Oriente, em África, na Ásia Central e na Europa, provocaram uma crise humanitária sem precedentes, que também se expressa em dezenas de milhões de deslocados e refugiados, centenas de milhares dos quais procuram refugio em países da União Europeia.

A actuação da União Europeia e de Estados que a integram relativamente aos refugiados atenta gravemente contra os direitos humanos e representa um inaceitável retrocesso: com a construção de autênticos “muros” nas fronteiras; com o confisco de bens aos refugiados; com a criação de campos sem as mínimas condições de acolhimento; com a recusa da prestação dos mais elementares cuidados, sem respeito pela dignidade de centenas de milhares de crianças, mulheres e homens, muitos dos quais vitimas de redes criminosas.

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Solidariedade com o Brasil

Reunidas em Almada, Portugal, nos dias 19 e 20 de Março de 2016, as organizações da Região Europa do Conselho Mundial da Paz afirmam a sua solidariedade ao Povo Brasileiro, que tem sido o alvo de ataques contra a democracia, a liberdade e o Estado de direito, organizados por sectores anti-democráticos e profundamente retrógrados.
A actualidade tem sido marcada por graves acções que procuram a desestabilização e a subversão da ordem constitucional brasileira, fomentada pelas forças do capital financeiro, que procuram o que não conseguiram pela via eleitoral: remover a Presidente legitimamente eleita e reverter conquistas progressistas do povo brasileiro.
As forças reaccionárias contam com sectores do poder judiciário que, afastando-se do dever de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição, e garantir o Estado de direito, transformam algumas instituições jurídicas em trincheiras das forças agressoras da liberdade e da democracia.
A Reunião Regional da Europa do Conselho Mundial da Paz expressa a sua confiança de que o povo brasileiro defenderá um caminho que assegure seus direitos, a democracia, a liberdade e a paz.

Almada, 20 de Março de 2016

Solidariedade com Cuba

Por ocasião da visita do presidente dos EUA a Cuba, de 20 a 22 de Março, as organizações abaixo indicadas decidem:

- Manifestar a sua solidariedade com Cuba e o seu heroico povo que há mais de 50 anos resistem ao inadmissível bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA, que se mantém, incluindo com o seu alcance extra-territorial, exigindo o seu fim imediato.
- Expressar o seu apoio à luta de Cuba pelo fim da base naval dos EUA instalada em Guantánamo, que aí está instalada contra a vontade do povo cubano há mais de 100 anos, e reafirmar a exigência de que seja respeitada a jurisdição de Cuba sobre este território, devolvendo-o a Cuba.
- Reafirmar a exigência que a vontade soberana do povo cubano e a soberania e independência de Cuba sejam respeitadas e cessem todas as pressões e formas de ingerência dos Estados Unidos contra Cuba, pondo fim à política de “mudança de regime”.
- Saudar a solidariedade de Cuba com povos e países ameaçados pelas ingerências e agressões imperialistas, como a República Bolivariana da Venezuela e o povo venezuelano, que defende a sua soberania face à desestabilização dos EUA.
- Saudar, uma vez mais, o papel persistente de Cuba na defesa da Paz, de que é exemplo recente o seu empenho na Proclamação da América Latina e do Caribe como zona de Paz efectuada pelos países da CELAC reunidos em Havana, Cuba, a 28 e 29 de Janeiro de 2014, que inclui o respeito absoluto da independência e soberania, do direito inalienável de qualquer Estado a decidir do seu sistema político, económico, social e cultural sem quaisquer ingerências; à igualdade e à reciprocidade.
- Saudar a resistência, coragem e coerência de Cuba e do seu povo em defesa da sua causa patriótica e internacionalista, da sua Revolução, elemento de esperança para a luta dos povos pela liberdade, pelos direitos humanos, pela soberania, pela justiça e o progresso social, pela Paz.

Acção Internacional pela Libertação – Bélgica
Aliança pela Paz e Neutralidade - Irlanda
Associação Cívica Soldados Contra a Guerra – República Checa
Associação de Paz da Turquia
Centro Brasileiro de Solidariedade com os Povos e Luta pela Paz
Comité de Paz da Finlândia
Comité Grego para o Desanuviamento Internacional e a Paz
Conselho da Paz Alemão
Conselho de Paz do Chipre
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Movimento pela Paz – França