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Organizar e reforçar a luta pela Paz

No momento em que se assinala o 69.º aniversário da capitulação do nazismo perante o exército soviético, que pôs fim à Segunda Guerra Mundial na Europa, a primeira evocação do Conselho Português para a Paz e Cooperação vai para os 50 milhões de mortos, o incontável número de feridos, traumatizados e desaparecidos e os incalculáveis prejuízos económicos e sociais decorrentes daquele que foi o mais brutal conflito militar da história da Humanidade. Um conflito que, é bom não esquecer, não resultou da loucura de um qualquer dirigente político, mas da crise profunda de um sistema económico que encontrou no nazi-fascismo a força de choque de que necessitava para sobreviver.

É justo, igualmente, recordar também os valorosos combatentes antifascistas que, na frente de batalha ou na luta que travaram em cada um dos países, com coragem e espírito de sacrifício, deram o melhor de si (tantas vezes a própria vida) para derrotar o nazi-fascismo, contribuindo decisivamente para as grandes conquistas democráticas alcançadas nos primeiros anos do pós-Guerra.

Num momento em que, em vários pontos do Mundo, se assiste à agudização da tensão militar entre grandes potências, à corrida aos armamentos, às guerras de agressão e à ingerência nos assuntos internos dos países, ao ressurgimento do fascismo (em particular na Europa), é dever de todos os povos assumir um compromisso mais firme em defesa da Paz, do desarmamento, da cooperação, da solidariedade e do respeito pela soberania.

A melhor forma de assinalar este aniversário é dar mais força ao movimento da Paz, organizando-o, alargando-o, levando-o mais longe. Porque não basta querer a paz, é preciso lutar pela Paz.

9 de Maio de 2014

A Direcção Nacional do CPPC