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Assinalam-se a 15 de Maio 72 anos da Nakba, termo árabe para designar a expulsão massiva da população palestina aquando da criação do Estado de Israel, a 15 de Maio de 1948. Este termo, cuja tradução para português será Catástrofe, contém o sofrimento de um povo expulso da sua terra, privado do seu país e sujeito a todo o tipo de violência – de prisões arbitrárias a assassinatos, de massacres à humilhante segregação.

Assinalar esta data é particularmente importante quando o atual governo israelita anunciou planos para, já no dia 1 de Julho, proceder a uma nova anexação de territórios palestinos.

Nesta ocasião, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) renova a sua solidariedade de sempre ao povo palestino e à sua heróica luta pelos seus legítimos direitos nacionais, nomeadamente a criação do seu Estado independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores a Junho de 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e o direito ao regresso dos refugiados.

 

Ao mesmo tempo que reafirma a sua exigência de que cesse a ocupação israelita dos territórios palestinos, com o desmantelamento de todos os colonatos, postos de controlo e do muro de segregação, o levantamento do cerco a Gaza, o CPPC reafirma a exigência da libertação dos presos políticos palestinos encarcerados em prisões de Israel, muitos dos quais menores.

A grave situação dos palestinos deve-se à ilegal ocupação sionista do seu território e ao apoio internacional dos Estados Unidos da América, que suportam militar e economicamente Israel e dão cobertura política e diplomática aos seus crimes. O reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e o plano Trump, dito ‘Acordo do Século’, que na prática impossibilita a a criação do Estado da Palestina, são episódios mais recentes de uma longa cumplicidade.

Do Governo português exige-se a condenação inequívoca da ocupação israelita e uma ação clara em favor dos direitos do povo palestino e do reconhecimento do estado palestino, como aliás recomendado pela Assembleia da República. O primeiro compromisso de qualquer governo português é com a Constituição da República, que no seu artigo 7.º rejeita toda e qualquer forma de «agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos».

Em tempo de emergência sanitária provocada pela pandemia de COVID-19, o CPPC chama a atenção para as denúncias de graves atitudes de Israel contra o povo palestino, como o roubo de equipamentos de proteção sanitária, ps atos promovidos por militares israelitas contra cidadãos palestinos atentatórios da sua saúde e a dramática situação que se vive em Gaza, privada de bens e serviços essenciais devido ao bloqueio à região.

Lembrando a Nakba, o CPPC garante que prosseguirá a ação em prol da justa luta do povo palestino pela sua causa nacional, certo de que mais cedo do que tarde, dele será a vitória.

Direção Nacional do CPPC
15 de Maio de 2020